SUA ESCOLA TEM HISTÓRIA: Escolas da Baixada – EP2.

Ação e preservação da história.

Neste segundo capítulo, falaremos sobre a história da Escola Municipal José Maria de Brito, localizada no município de Seropédica, no Estado do Rio de Janeiro. Não se sabe ao certo quando a escola foi fundada, originalmente esta escola fazia parte do município de Itaguaí localizado na Costa Verde, depois de um curto período de luta (1986-1995) finalmente em 12 de outubro de 1995 o Governador do Estado do Estado do Rio de Janeiro, Marcello Alencar, assinou em praça pública a lei 2.446, criando o Município de SEROPÉDICA. Com a criação desse novo município algumas escolas foram emancipadas de Itaguaí e sua administração ficou a cargo do novo município fundado e em 1997 a escola passou a fazer parte do município de Seropédica. 

Para dar sentido a história relatada acima, vamos trazer três depoimentos diferentes. O primeiro é da professora Alcione, de 43 anos, que estudou na escola José Maria de Brito na época em que ela ainda fazia parte do município de Itaguaí (1984 à 1987), da primeira à quarta série, ela nos contou que nesta época a escola era bem pequena, só havia poucas salas e que chovia muito dentro das salas, mas que o ensino era ótimo e  por esse motivo que, anos depois, colocou seus filhos para estudarem lá. Ela nos relatou também que em 2002, quando a escola já fazia parte do município de Seropédica, voltou a escola como professora e trabalhou lá durante anos e que foi muito emocionante para ela esse retorno.

Eu tive alunas que anos depois foram minhas estagiárias, se formaram e hoje  são minhas colegas de profissão.  É muito gratificante saber que fiz parte da vida delas.

O segundo depoimento é do Marcos, 23 anos, filho da professora do relato anterior, ele nos relatou que a escola mudou muito da época de sua mãe para a sua, que agora a escola tem 2 andares, uma quadra bem preparada para esportes, porém os problemas com as goteiras não melhoraram em nada. Contou que quando chovia as paredes ficavam úmidas e que, como também havia escapamento de energia, quando encostava na parede ela dava choque. Ele nos relatou que a escola trabalhava com muitos projetos, que eram bem rígidos e que o ensino era muito bom. Para ele era legal ter a mãe como professora da escola, mas ficava assustado com os conselhos de classe porque ela ficava sabendo de tudo que ele aprontava na sala. Quando perguntado sobre uma memória marcante da época da escola, ele não soube responder sobre um determinado momento, mas falou de um professor que pra ele foi a melhor o professor.

Foram essas suas palavras:

Nessa escola eu fiquei pouco tempo, momento bom como lembrança não tenho, mas sim um professor maravilhoso ele é a melhor lembrança porque ele sempre foi um professor muito dedicado e muito brincalhão, mas,  também, sabia a hora de falar sério, sabia hora de ser amigo. Ele tentava transformar os piores momentos dos alunos bagunceiros da turma numa festa. Ele sempre ensinou muito bem, até mesmo as matéria que ele não era tão bom assim, digamos, né?! A formação dele foi na área biológica. Mas tudo que ele ensinou ali a gente conseguiu levar para o resto da vida. Não houve um aluno que eu conheço pelo menos não daquela turma que não gostava do professor João.

Nossa última entrevistada foi Isabele de 13 anos, que estudou lá até o 5º ano, e compartilhou conosco que na sua época as obras já tinham sido terminadas e que as salas estavam novas e sem problema com goteiras, porém só um banheiro funcionava, nos relatou que a escola era muito rígida e que o ensino era muito bom e que era legal estudar lá.

Sobre uma memória marcante, ela nos contou sobre um projeto: 

Quando estudei lá eles desenvolveram um projeto de música e dança aberto ao público, só que durou pouco tempo, eu fazia parte do projeto, era bem legal.

Todo conteúdo e registros apresentados, seguem os direitos de imagem e suas permissões conforme cada depoente

Por: Pabliane Castro – Componente do grupo de produção de extensão “Sua Escola Tem História” 

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